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“eu passei toda a minha vida mudando. Hoje,aos 56 anos, eu estou mudando, mudando de amor, de profissão,de casa, de Estado. Eu acho que tem aí algo de profundamente pessoal, mas também uma atitude ideológica perante a vida — eu não busco segurança, eu busco o risco, é arriscando que encontro prazer na vida. Mudar de vida, de amor, de profissão, de cidade,de convivência com as pessoas, são as coisas mais emocionantes para mim. Eu acredito que há uma originalidade em cada um de nós, algo que cada um pode fazer melhor, mas acontece que eu quero fazer tudo que é possível, e não apenas o que é melhor”

Roberto Freire em Sem tesão não há solução

 

O livro é tão bom que eu poderia destacar inteiro, mas a citação ia ter 171 páginas e não ia dar muito certo. Recomendo o livro mesmo, que dá pra ler no Scribd aqui

Essa na verdade nem é a citação que melhor resume as ótimas idéias do livro, de liberdade, amor irrestrito, alegria, tesão pela vida, pela beleza e tudo que essa vontade de viver, em todos os aspectos representa.
Talvez seja apenas a que melhor defina um momento meu. E ponto final.

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Para refletir

“Às vezes sinto que falta no ativismo social um pouco desse jogo de cintura, dessa paciência em explicar, dessa tolerância para com a dificuldade do outro em compreender novos paradigmas. Em certos momentos, quem quer defender a justiça social parece que vira ditador: tome porrada em quem deu porrada em sem teto, dê-lhe linchamento em quem maltratou cachorro, corte-se a cabeça dos políticos corruptos! É muito sangue nos olhos e daí não dá pra enxergar direito.”

Gustavo Mini no blog Conector (oesquema.com.br) falando sobre o Laerte
Indicado pela @nannirios

23. Absurdo

Tornamo-nos esfinges, ainda que falsas, até o ponto de já não sabermos quem somos. Porque, de resto, o que somos é esfinges falsas e não sabemos o que somos realmente. O único modo de estarmos em acordo com a vida é estarmos em desacordo com nós próprios. O absurdo é o divino.

Estabelecer teorias, pensando-as paciente e honestamente, só para depois agirmos contra elas – agirmos e justificarmos nossas ações com teorias que as condenam. Talhar um caminho na vida, e em seguida a agir contrariamente a seguir por esse caminho. Ter todos os gestos e todas as atitudes de qualquer coisa que nem somos, nem pretendemos ser tomados como sendo.

Comprar livros para não os ler; ir a concertos nem para ouvir a música nem para ver quem esta lá; dar longos passeios por estar farto de andar e ir passar uns dias no campo só porque o campo nos aborrece.

Por que isso era o que eu gostaria de ter escrito se tivesse um mínimo de talento.

Trecho do Livro do Desassossego

Bernardo Soares

Queria deixar claro que quanto mais eu visito blogs legais, mais eu tenho noção de quanto esse aqui é xinfrinzin. Mas que nada, vamos nessa.

Talvez eu até já conhecesse, mas entrei hoje denovo no Confissões de uma Otária e achei muito legal. Posts curtos, fotos legais, mensagens curtas, fofas e diretas. Bem diretas. Algumas até daquelas que você sabe, mas é sempre bom rever. Me identifiquei com vááárias coisas, ou seja, entendi o otária e a carapuça serviu aqui também!!!!

Segue um, pra dar o gostinho.

Post do dia 5 de abril:

Aprenda a aceitar o fato de que você sempre irá amá-lo um pouquinho. Mas entenda também que isto não impede em nada que você comece a amar outra pessoa.

Então, fica a dica.

Achei um sentido para esse blog: é uma ode a tudo que eu faço meio ma o meno, ou que faço mal pra c******

Por exemplo, estava aí pensando em postar sobre uns artistas muito criativos e bons de trabalho manual (galera do mal, não maliciem) que eu simplesmente amei e queria-colocar-tudo-na-casa-que-eu-não-tenho. Aí percebi que tudo que eu posto aqui tem um quê de invejinha:

fotos super legais, bem sacadas, e principalmente – com foco. Isso parece básico, mas quando você consegue tirar fotos desfocadas até com foco automático isso se torna obsessão.

designs criativos e desenhos legais: evoluí na família de patos, mas foi só. Agora que a fase é cachorrinho, ursinho, ferrou-se. E observando bem o header do blog, já deu pra sacar que design não é um dom que possuo.

Trabalhos manuais – juro por tudo: tentei aprender a fazer tricô. Nem um mísero cachecol eu consegui terminar sem milhares de furos. Os porta-retratos que eu comprei para pintar estão até hoje sem tinta. Um dia, só para me expor ao ridículo, posto aqui alguns quadros.

E por aí segue. Mas enfim, já que não se pode fazer, vamos postar. Segue o link para o post com  20 awesome paper craft artists

E uma das minhas preferidas, do Richard Sweeney. Ele, falando sobre sua arte:

I use paper modelling as a means to generate form. I place the emphasis on the creation of form through hands on material exploration, something paper lends itself to perfectly. Discovering the properties of the medium in this direct way helped me better understand the potential of paper in its own right, leading to the creation of sculptural forms.

E pensar que eu mal consigo fazer um barquinho…

Eis que quem vos escreve voltou ao Brasil, e há um mês manda currículos adoidadamente todos os dias, e até o momento continua de férias forçadas, digamos.

E entre um currículo e outro, um e-mail aqui, outro ali, uma idéia aqui, outra lá, resolvi catar uns blogs novos na internet.

Percebi que no fim das contas, lia quase sempre os mesmos. Muito bons, diversificados, divertidos, interessantes, blablabla mas os mesmos. Aí fui pro WordPress, buscar blogs aleatórios por tags, e achei alguns legais de Taiwan. Sei lá porque Taiwan, foi aleatório, mas enfim.

A lista de blogs que eu for achando vai ficar no Delicious, Descobri a blogosfera

O nome deveria ser redescobri, mas agora já foi.

Ainda está curtinha (eu comecei hoje, ora) e estou tentando evitar os óbvios. Se alguém quiser indicar, deixa nos comentários ou mandem pro prigrison@gmail.com que eu abro com frequência.

Um deles é o Taipics com fotos, desenhos, capas de livro, etc de Taiwan

Pra quem gosta… vale a pena!

Outro é o The Daily Bubble Tea, acho que o cara é americano e casou com uma Taiwanesa, vive em Nantou County, e posta fotos de suas viagens por Taiwan e outros lugares do mundo. Muito legais as fotos, foi difícil escolher uma pra fazer a blog-propaganda.

Enquanto não aparece a grana pra conhecer de perto, vai por fotos mesmo. Inté.

Sempre achei legal ter coleções. Comecei cedo, com a tradicional coleção de papéis de carta, que ainda existe, empoeirada em alguma estante da casa dos meus pais. Tinha mais de 300, conseguidos graças à constante extorsão das amigas, que bem, às vezes me extorquiam também. Depois colecionei borrachinhas, por um tempo chaveiros, bolsas, mas elas nunca chegaram a mais de 20, o que não sei se configura exatamente uma coleção. Se minha bibliotequinha conta como coleção de livros, então ok, coleciono. Atualmente estou investindo mais na coleção de cartões postais (manda um pra mim?) e na de copinhos (tipo shot glass, sabem?). Mas sou meio sovina, e quando é meio caro, já nem compro.

A razão para voltar às coleções foi o achado do dia, um blog bem legal sobre o assunto, criado por uma artista que coleciona mais – bem mais – do que eu. Lisa Congdon, ilustradora que vive em San Francisco, pretende fotografar suas coleções ao longo de 2010 e desenhar algumas coleções imaginárias. Lá tem de tudo:  grampo de cabelo, selos húngaros, conchas, cartões postais, caixas de fósforo, pincéis, apontadores de lápis, livros antigos, envelopes… Segundo ela, algumas coleções são tão grandes que ela vai precisar de mais de um dia para fotografar.

Vale a pena dar uma olhada no A Collection a Day e só para dar um gostinho, a coleção imaginária de cadeiras.