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Archive for dezembro \03\UTC 2009

Com todos os créditos que lhe cabem, aí vão as twittadas de hoje do Luis Fernando Veríssimo, um dos meus cronistas preferidos. Adoro receber as crônicas dele, sejam via twitt ou em um dos seus livros. O que mais gosto é O Rei do Rock, um livrinho pequenininho e quase desconhecido, que acho que não é mais publicado e que encontrei escondidinho em um sebo no centro de Floripa por 5 pila. Hoje em dia acho que está com a Gabi, mas eu nunca lembro pra quem eu empresto meus livros, que costumam vagar por aí de mão em mão por um longo tempo antes que voltem para suas posições na bibliotequinha. Sim, eu tenho ciúme da minha bibliotequinha, que atualmente ocupa um espacinho no meu armário quase vazio na casa dos meus pais. Eu gosto mais dela do que de ler os livros que ela possui. (Para os desavisados: é brincadeira)

Meu negócio acho que é colecionar, como o grande Veríssimo disse em uma de suas crônicas. Não lembro qual e estou com preguiça de procurar, então contentem-se com as twittadas, povo exigente !

E só pra constar: se o Veríssimo q é o Veríssimo pode escrever “q” em vez de “que”, eu também posso! uai.

#Crer

Não faltam motivos para descrer da humanidade.

Vamos combinar que fizemos coisas extraordinárias, mas nossa passagem pela Terra não está sendo, exatamente, um sucesso.

Para cada catedral erguida bombardeamos três, para cada civilização vicejante liquidamos quarto

A cada gesto de grandeza correspondem 5 ou 6 de baixeza, para cada Gandhi produzimos 7 tiranos, para cada Patrícia Pilar 17 energúmenos

Criamos telefones portáteis q funcionam como gravadores, computadores e às vezes até telefones, mas ainda temos problema com a coriza nasal

Rareiam as razões para confiar no vizinho ao nosso lado

O que dirá do político lá longe, cuja verdadeira natureza muitas vezes só vamos conhecer pela câmera escondida Somos decididamente uma espécie inconfiável, além de venal, traiçoeira e mesquinha.

E estamos envenenando o planeta, num suicídio lento do qual ninguém escapará. E sem falar no racismo, no terrorismo e no Big Brother Brasil.

Eu tinha desistido de esperar pela nossa regeneração. Ela não viria pela religião, que se transformou em apenas outro ramo de negócios.
Eu achava que a espécie não tinha jeito, não tinha volta, não tinha salvação.

Meu desencanto era total. Só o abandonaria diante de alguma prova irrefutável de altruísmo e caráter que redimisse a humanidade.

Uma prova de tal tamanho e tal significado, que anularia meu ceticismo terminal e restauraria minha esperança no futuro.

E esta prova virá neste domingo, se o Grêmio derrotar o Flamengo no Maracanã.

A volta da minha fé na humanidade não interessa, Grêmio. Pense no que dirá a História. Pense nas futuras gerações!

Luis Fernando Veríssimo (@LuisFVerissimo no Twitter)

E para ilustrar, uma tirinha com as famosas cobras do Veríssimo, publicada dia 21/07/2007.

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