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Archive for janeiro \31\UTC 2010

E sobre a preguiça que me dá de escutar discursos de pseudo-alternativos.

Aproveitando esse espaço que é meu, ou melhor, nosso né,  super visitado, aproveito para admitir minha total e completa normalidade. Não fingirei mais (se é que isso algum dia aconteceu e alguém realmente acreditou, foi malz).

Conto a história:

Essa semana fiz entrevista de emprego. Ponto, um dos milhares de currículos que mandei passou pela primeira peneira.

Aí lá pelas tantas me perguntam uma que já é meio clichêzão de entrevista: qual o seu hobby?

Não tenho. Nenhum. Nenhunzinho.

Aí você começa a falar coisas óbvias, mas que realmente é o que eu faço da minha vida quando não estou trabalhando e que poderiam, assim, meio forçadamente, ser consideradas hobby.

Eu leio livros (não tantos quanto gostaria). Eu vejo filmes (também não tantos quanto gostaria). Quando tenho uma graninha, torro em viagens (o que não anda sobrando muito, mas todo caso…). Eu fuço a internet procurando sites e blogs legais sobre os temas mais variados. (Nova idéia de posts, vou indicar os que mais gostar, querem?) Antigamente eu poderia dizer que lia muito sobre tecnologia, mas o hobby virou trabalho então excluí da lista.

Se eu fizesse muito bem qualquer uma dessas coisas, até concordo que seria diferente. Todo mundo vê filme, mas pega um louco realmente interessado nisso e conversa com ele para ver que conversa boa que sai. Ou alguém que realmente lê livros pra caramba. Qualquer saidinha em um bar acompanhado de cervejinhas vira aula, das mais divertidas! (Regininha, essa é pra ti)

Mas eu faço tudo meio que esporadicamente, como 99% das pessoas que eu cohnheço.  Todo mundo vê filmes, ao menos de vez em quando. E lê um livro ou outro. Normal. Absurdamente, completamente normal.

Poderia dizer que eu como horrores e ganho qualquer um em um rodízio de pizzas. Ou então que meu hobby preferido é dormir, o que ia ser bastante realista. Ou então sonhar acordada, ou ainda bagunçar o quarto em uma rapidez inimaginável, ou que é me perder na minha própria cidade, que tem 3 quadras. Ou ainda que sou campeã em sedentarismo. Mas acho que não vai colar.

Conversando com Ana (Wilson, não estamos mais sós), comentamos quão chato e irritante é essa mania de RHs agora de que além de falar cinquenta línguas, ser formado, pós-graduado, programar em C++, ter noções de SQL, experiência com gestão de projetos, finanças e blablabla você ainda ter que ser diferente, interessante, fazer algo excepcional, dar piruetas no ar, pular cordas, mergulhar, ser palhaço de circo, tocar clarinete ou qualquer coisa que o valha e que para eles pareça diferente. (Tudo isso para fazer powerpoints, mas isso é tema de outro post) E o quão irritante são pessoas que realmente acreditam que são muito diferentes e alternativas por fazerem algo do gênero e trabalharem em uma empresa cool. Zzzzzzzzzzzzz

Até pensei por um tempo em inventar algo diferente, mas se você faz, pra você é normal, não diferente. Sei lá, tenho um amigo que faz malabares e toca gaita de boca na rua, a do RH ia achar isso diferente, mas se ela perguntar pra ele, provável que ele diga: sei lá, não faço nada diferente.  E se tem alguém nesse mundo que pra mim é interessante é esse louco.  Não pelos malabares, mas pela forma positiva como ele vê as coisas mais absurdas que acontecem, como ele caga para as besteiras com as quais a maior parte das pessoas se estressa absurdamente por nada, e o brilho no olhar que ele tem. (é um dos meus melhores amigos desde sempre, só pra deixar claro.)

Não sei vocês, mas as pessoas interessantes que eu conheço não ficam a cada 5 minutos anunciando quão interessantes são…elas simplesmente são elas mesmas.

Assim, fica um apelo:

Posso ter o direito de não forçar a barra e fazer de conta que faço algo de diferente?

Porque, sinceramente, não faço, mas mereço meu trabalho! Hunf!

E dá licença que vou ali tirar uma soneca, que me acordaram as 8:30 da manhã em um domingo e interromperam meu hobby preferido.

P.S Enquanto escrevia esse post escutando rádio começou a tocar “Essa Moça tá diferente” do Chico! juro! Estou no céu?

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Li no ótimo blog do @AlecDuarte, o Webmanario uma notícia de que jornalistas se isolarão nos confins da França e se atualizarão sobre o mundo somente a partir de Facebook e Twitter.

Perigord é uma região entre Bordeaux e Lyon, ao norte de Toulouse. Sim, no meio do nada, mas ao menos aparece no mapa.

La Ciotat não está neste mapa. Repare, ali no sul. Tem Marseille, ai já tem Cannes. La Ciotat que é bom? Rien!

Considerando que os jornalistas terão uns aos outros, enquanto eu tenho apenas Wilson, eles estão em um nível de isolamento a menos.

Posso afirmar, Facebook e Twitter garantem um certo nível de vida social e informação. Está comprovado.

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Dormindo com peixes

Carai. E eu que achei que já tinha visto coisa show nessa vida. Dá uma olhada nesse quarto. Babei.

Do Apartment Therapy Main

Não sei se sou eu que sou meio louca, mas apesar de ter achado fodíssimo, sei lá, não sei se dormiria tranquila… com a sorte que eu tenho com merdas enormes no meu mísero apê (relembrando: água vazando por um mês, que depois transformou a cozinha em rio, queda de eletricidade, e a última dessa semana, sem gás), comigo esse tetinho de vidro quebra na segunda noite e adiós vida.

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Existe um mundaréu de lugares para se ler livros, textos, etc etc na internet. Um mundaréu.

O negócio é: se você não tem um e-book (assim como eu) ou um iPad (para não dizer que não falei das flores) ou um netbook da vida, nem sempre é muito legal ler livros na tela do computador. Livro, para mim ainda é aquele momento intimista, de desligar do que estiver em volta e concentrar, nem que seja por uma horinha. Um mergulho.

Mas enfim, nem tudo nessa vida são rosas, e-readers são caros, livros nem sempre tão baratos, às vezes também não se encontra aquele específico que se quer ler ou se vive em uma mini-cidade que não tem uma boa biblioteca. La Ciotat tem, mas só livros em francês, e ainda não me sinto confortável no idioma para mergulhar em livros em francês, ando atacando a Amazon.fr em busca de livros em inglês. Aí entra a internet.

Encontrei dica desses 2 sites com livros para ler online. Perdi o link da lista, ando procurando mas com um pouco de preguiça, se vocês acharem…

DailyLit : você escolhe o que quer ler e ele separa trechos para você ler por dia, envia por e-mail, como você quiser.

Bartleby para achar e-books e baixar de graça.

Tem também os livros do Projeto Gutemberg e o Google Books, onde dá para encontrar vááários livros em domínio público.

Se você não tem um e-book, mas tem um iPhone, saiba que o aparelhinho mágico também funciona como reader. Tem várias aplicações para ler livros. Alguns livros também são vendidos com formato de app, tem vários.

Fiz esses tempos uma pesquisa frila sobre e-readers. Entre os do iPhone, o Stanza, uma aplicação e-reader gratuita, se destaca. Tem vários livros gratuitos, uma interface bonita, fácil de usar. Alguns livros pagos, mas que saem barato se comparados com alguns livros físicos. Vale baixar.

Também existe a velha e boa busca do Google, mas essa ninguém precisa de dica, né não?

Se lembrar de mais algum, posto como update! Se souberem de algum, please, põe nos comentários que atualizo!

E eu achando que alguém lê isso aqui? #santailusão

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Mania de Cat Power

Para somar com a mania de Apartment Therapy e Dilbert.

Escutei 8564 vezes essa música entre ontem e hoje. Não tem clip e esse foi o melhor vídeo que encontrei. A música é de 2003, do primeiro álbum “You are free”. Alguns dizem que a música é sobre Kurt Cobain. Ela nunca confirmou, diz que poderia ser qualquer um. E poderia mesmo.

I don’t blame you

Cat Power

Last time I saw you, you were on stage
Your hair was wild, your eyes were red
And you were in a rage
You were swinging your guitar around.
Cause they wanted to hear that sound
But you didn’t want to play.
And I don’t blame you.

I don’t blame you.

Been around the world, in many situations
Been inside many heads in different positions
But you never wanted them that way.
What a cruel price you thought that you had to pay.
And that for all that shit on stage.

But it never made sense to them anyway,
Could you imagine if when they turned their backs
They were only scratching their heads.
Cause you simply deserve the best.
And I don’t blame you

They said you were the best,
But then they were only kids
Then you would recall the deadly houses you grew up in
Just because they knew your name,
Doesn’t mean they know from where you came
What a sad trick you thought that you had to play.
But I don’t blame you

They never owned it
And you never owed it to them anyway.

I don’t blame you.

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Ganhei uma aposta ontem. 20 euros!

Eu e Sarah, também conhecida como Wilson, fomos brincar de ser gente grande e de ter vida social nesse fim de mundo e fomos jantar em um restaurante fofo perto do porto. Eu, risoto de frutos do mar, ela uma outra gororoba que estava muito bonita por sinal. Chegou o risoto, e como vinha com mexilhões e cia, o garçom trouxe junto um avental de plástico branco, para que eu não sujasse a roupa. Ridículo o avental, mas senti uma sintonia, afinal eu sempre sujo a roupa com QUALQUER coisa que eu venha a comer mesmo! Teria mercado na minha casa no Brasil, pois sujar a roupa com comida é algo de família!

Sarah provocou rindo da cena ridícula: duvido que você saia do restaurante vestindo esse avental. Quer apostar? Foi aí que ganhei.

Passei o resto da janta tentando convencê-la de que eu já ia embora, esse lugar é o cú do mundo mesmo, o que eu perderia em ir com um avental de plástico branco e ridículo até o outro bar? Ninguém me conhece, ninguém de interessante, ninguém vai me ver denovo. Nenhuma reputação (blé) a ganhar ou perder. Como em qualquer outro lugar, grandes merda.  Convenci de que ela é que passaria vergonha e disse que se quisesse, ela poderia me pagar os 20 euros antes, e eu tiraria o avental. Eu não tinha a menor intenção de sair com aquilo!

Ganhei 20 euros. E nem fiz nada.  Como a Comissão Européia, que contratou uma consultoria sobre a identidade visual, pagou maior grana, e o resultado final foi “não mudar nada”. Genial.

Se tiverem mais idéias de como ganhar dinheiro sem fazer nada, estou aceitando.

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Sabe quando uma tirinha traduz exatamente o que você anda pensando nos últimos dias? Assim, olhando pela janela da empresa para um sol que brilha lá fora, longe, longe, looonge

E claro, a nova mania é olhar as tirinhas do Dilbert.

Quanto mais eu trabalho em uma corporação mais eu vejo quanto o Dilbert é real!

Porque cá estou eu, o dia inteiro na frente de uma tela de computador, coisa que eu poderia fazer de qualquer lugar deste mundo que não faria a MENOR diferença, mas não, estou aqui, em La Chiotat, como diz a Sarah (também conhecida como Wilson, se você ainda não assistiu aO Náufrago desista, não vou explicar).

Sintetizou, perfeitamente.

Novamente, dica do Ricardo Lombardi no seu blog, que se você ainda não visitou, não sabe o que perde, citando tirinha do Malvados.

Ainda em tempo: juro que eu morro de inveja de pessoas que sabem desenhar bem, também queria fazer minhas tirinhas, mas poxa, nem um peixe eu sei desenhar direito, e a família de patos que Carol me pedia quando tinha menos de 2 anos só podiam contentar uma criança de…bem, menos de 2 anos.

Dessa falta de talento, nem as super aulas de história em quadrinhos do Clóvis Geyer salvam!

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